EUROPA, EUROPAS…

 
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Um escritor como Mircea Eliade, que na sua obra literária e científica acentuou a coincidência dos opostos, era simultaneamente um europeu e latino e um orientalista. E confessa que, na “descoberta” do Oriente, não pouco deve a Camões. Com a força do seu verbo, deu a conhecer novos e exóticos mundos ao mundo ocidental. Num paralelo entre o nosso poeta e Eminescu, afirma que este também contribuiu duma forma extraordinária para o alargamento do horizonte espiritual europeu como “conquistador de novos mundos”. Tanto Portugal como a Roménia fazem parte do espaço latino e abrem-se a novos mundos que vêm enriquecer o seu património nacional.
Em outras culturas, encontramos essas atitudes antitéticas que dão a primazia ou às tradições nacionais ou são receptivas a valores culturais estrangeiros. É o caso da Itália do século passado, com o que se chamou strapaese e stracittà. O primeiro mergulhava as raízes no que há de mais genuíno na terra e no povo; o segundo celebrava o progresso e a modernidade.

Que Europa – a Europa das pátrias, a Europa contra as pátrias, a nação europeia ou, mais redutoramente, a Europa das regiões, fragmentada, atomizada, fragilizada, no desapiedado contexto da globalização? Quod vadis, Europa?

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João Bigotte Chorão
 
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